o que é exibitécnica

O que é exibitécnica?

Entre as 11 tendências de consumo que irão mudar os próximos 5 anos, a comunicação visual é um grande impacto para o futuro, segundo publicação a Revista Exame. Essa tendência será influenciada, portanto, pela exibitécnica – prática que se tornou importante no ponto de venda (PDV).

Apesar do nome complicado, exibitécnica tem um significado simples: é uma técnica de exposição de produtos no PDV. Entre outras palavras, é uma forma criativa de fazer merchandising ou vitrinismo. Na exibitécnica, os produtos são expostos com preocupação estética e com atenção para o comportamento do consumidor.

A exibitécnica pode ser entendida como uma verdadeira arte, uma vez que ela possui esse apelo estético e artístico. Mas exige conceitos assertivos para chamar a atenção do público e gerar vendas.

A exibitécnica é uma forma de atrair mais consumidores, destacando a marca no PDV.  Para isso, é importante pensar em tudo: iluminação, piso, disposição dos produtos, elementos lúdicos, informações sobre preço, e até mesmo som ambiente.

A exposição é um dos elementos mais importantes do PDV e para a venda do produto. Afinal, a exposição é o primeiro contato entre consumidor e cliente. Sendo assim, se ela for atraente e apresentar de forma certa o produto, haverá mais chances de vender.

Usar essa técnica de vitrinismo, preocupando-se com o visual do PDV, é uma forma de buscar otimizar a exibição de produtos e estimular o impulso e a compra. Isso acontece porque a exibitécnica também tem um forte apelo emocional e sensorial.

A exibitécnica provoca o shopper e desbanca a concorrência – porque ganha destaque. É possível explorá-laem datas comemorativas e também em promoções especiais. Mas, o ideal é sempre manter a estética e beleza na exposição, muito além da sazonalidade.

Chamando a atenção do shopper rapidamente

Concorrência e pressa: esses dois fatores são os grandes vilões do merchandising. No PDV, o produto disputa a atenção do shopper ao lado de muitos outros produtos parecidos. E muitas vezes, esse consumidor está com pressa ou não quer pesquisar preços, entre outras informações.

Segundo Amy Balliett, da Killer Infographics, o shopper presta atenção em alguma coisa no PDV por apenas cinco segundos, em média. Esse é o tempo que uma marca tem para atrair a atenção do consumidor.

Por isso, é fundamental gerar impacto de cara. A exibitécnica tem esse poder de revelar ao shopper um espaço que extrapola o senso comum e apresenta um produto de maneira criativa.

Esse impacto imediato também é importante para que a marca se torne memorável na cabeça do comprador. É uma forma de propor uma experiência nova e original. Por isso, a criatividade nunca é demais quando o assunto é exibitécnica.

A percepção do shopper e a comunicação visual irão transformar o PDV em um ambiente mais agradável. Isso também irá favorecer a compra, principalmente porque o shopper se sentirá acolhido e pode aproveitar melhor a experiência de compra, sem pressa. Os cinco segundos se transformam em milhares de vendas.

A Exibitécnica na disputa de espaço do PDV

Muitas vezes, a indústria consegue um bom espaço no ponto de venda durante a negociação com o varejista, mas não consegue usá-lo adequadamente por não conseguir diferenciar seus materiais do restante do PDV. Por isso, é importante usar a exibitécnica na disputa de espaço do PDV

Produtos que chamam mais a atenção do shopper vendem mais. Isso irá trazer mais lucro e mais cliente ao varejista. Sendo assim, a marca que trabalha com exibitécnica ganhará mais espaço no PDV.

Um clássico exemplo de exibitécnica é a disposição dos ovos de páscoa. Ao colocá-lo no alto, fechando um corredor, o varejista cria um clima e propõe uma experiência para o shopper. É quase mágico entrar em um corredor um pouco mais escuro, cercado de chocolate.

Outros exemplos comuns é a construção de pilhas, castelos, entre outros objetos com os produtos, sejam caixas de cerveja, fraldas e até papel higiênico.

Só que é importante para a exibitécnica sair do senso comum e explorar, até mesmo, outros sentidos do consumidor, além do visual. Tecnologia, aromas, texturas e degustações podem ser incrementadas no PDV para otimizar a experiência do cliente.

O ideal é pensar no caminho do shopper dentro e fora do PDV. Entender por onde ele irá entrar, quais são os pontos de atenção visual, e quais são os caminhos percorridos por ele dentro do PDV. Para isso, é possível trabalhar com cliente espião e observação.

Além disso, é fundamental que a exibitécnica não perca o caráter prático e funcional. Ou seja, o tom artístico não irá funcionar se o shopper não tiver, com clareza, as informações importantes: o que é o produto, para que serve e o preço. O shopper também deve encontrar facilidade em pegar a mercadoria e colocar no carrinho, por exemplo. Evitar esses ruídos é uma forma de otimizar o processo de compra por impulso.

Para se ter sempre a exibitécnica funcionando no PDV é fundamental contar com treinamento constante entre o gestor e as equipes de Trade Marketing. Assim, a exibitécnica será uniforme, prezando pela identidade visual da marca.

Mesmo entre equipes distantes, o treinamento é imprescindível – e pode ser feito por meio da internet. Os treinamentos devem ter foco no atendimento, no merchandising, no produto e, é claro, nas vendas.

Leia mais: Como treinar promotores de vendas a distância

Impacto da Comunicação Visual

A comunicação visual gera muito impacto porque tem fundamentos na inteligência humana e na forma de aprendizado. Essa ciência, portanto, pode ser aplicada para gerar mais engajamento do shopper no PDV – motivando-o para a compra.

Grandes empresas como a Harmons, de Utah (EUA) e a Whole Foods, do Texas (EUA), cresceram em faturamento, lucro e participação no mercado ao transformarem a comunicação visual no PDV. Ou seja, a partir de elementos estéticos, funcionais e da exibitécnica, essas empresas passaram a alavancar as vendas e se destacarem no mercado.

A Whole Foods é um supermercado com foco em frutas orgânicas, e passou a trabalhar com exibitécnica, sendo eleita pelo Jornal The Financial Times como a empresa que mais cresce nos Estados Unidos. Isso porque ela passou a provocar sentidos e sensações nos clientes, a partir de aromas (frutas frescas), iluminação ambiente, estética na exposição, e o sabores – há degustação dos produtos.

A empresa conseguiu ganhar, em termos de crescimento, do Walmart, uma rede internacional. Vale destacar que a Whole Foods conseguiu essa vitória mesmo tendo os preços 35% mais caros que o Walmart.