promotores de venda com smartphone

Quais os riscos de ter promotores de venda utilizando smartphones?

Cada vez mais empresas optam por utilizar celulares para agilizar processos de Trade Marketing. Vivemos um tempo em que os aparelhos servem, não somente para melhorar a comunicação entre os profissionais e os clientes, como também podem potencializar as tarefas de promotores de venda e pesquisadores.

Se a utilização de celulares está tornando os times mais produtivos, um dos temores de gestores é o uso desses aparelhos para outros fins que não sejam os profissionais.

Quando isso ocorre, a produtividade é justamente o primeiro alvo, o primeiro prejudicado. Infelizmente, o uso indevido dos smartphones não afeta somente os resultados de cada usuário, já que pode ocasionar danos ao sistema do aparelho, assim como roubo de informações e dados sigilosos.

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Promotores de venda: controle difícil, grandes riscos

O uso de aplicativos como Whatsapp e Facebook durante o horário de trabalho atrapalham o desempenho. Não há dúvida que, entre uma resposta e outra, ou ao compartilhar uma foto de gatinhos, o foco está bem longe das tarefas.

Com atendimento ao público, então, o problema é pior. É o caso que ficou célebre nas páginas do Diário Catarinense, jornal de Florianópolis. A colunista Viviane Bevilacqua relata o dia em que foi a uma loja e percebeu que a demora para ser atendida se devia à vendedora estar mexendo no celular.

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Inaceitável, né? Agora, imagina um promotor precisando divulgar o produto da empresa no PDV, mas mais distraído na tela do celular. Um desastre…

Riscos de segurança

Além dos problemas de produtividade para promotores de venda e pesquisadores, a segurança dos dados e informações da empresa ficam em risco. O uso de WhatsApp, e-mail pessoal, Facebook e outros podem ser propagadores de vírus e aplicativos maliciosos.

Esses celulares infectados estão aptos a mandar informações sigilosas, como dados bancários e confidenciais sobre a empresa. Imagine aquela pesquisa de mercado indo parar na mão de criminosos virtuais que sabem exatamente para quem vendê-la (seus concorrentes)?!

Apesar de muitas empresas ignorarem a segurança da informação, outras organizações são tão zelosas que acabam deixando de aproveitar os benefícios e a mobilidade oferecida pelos aplicativos em nome da preservação dos dados corporativos.

BYOD: Traga Seu Próprio Dispositivo

A situação só piora quando a empresa permite ao funcionário que ele use seus próprios dispositivos para trabalhar. Aí, não há qualquer controle sobre os aplicativos utilizados em paralelo aos apps e e-mails corporativos.

O conceito de levar celulares e tablets pessoais para o trabalho é conhecido como BYOD, Bring Your Own Device, algo como “Traga Seu Próprio Dispositivo”, em português.

BYOD é algo que deixa os diretores de TI arrancando os cabelos. Com razão. Entre 2012 e 2013, ano-chave para a popularização dos smartphones em todo o mundo, o número de programas maliciosos em dispositivos móveis aumentou 614%!

Responsável por mais de 90% do mercado latino-americano de smartphones, o Android também é o principal alvo dos criminosos. O crescimento de apps maliciosos na plataforma atinge os 1.000% anuais. Isso ocorre porque, diferente do iOS e sua intocada App Store, o Android é um sistema aberto e, portanto, mais fácil de criar tudo, até vírus.

Se a missão de evitar o vazamento de dados é difícil em dispositivos concedidos pela empresa, no caso dos dispositivos dos funcionários, parece quase impossível.

Como controlar o uso de smartphones pelos promotores de venda?

É inegável o impacto dos aplicativos na rotina do Trade Marketing. Pesquisas de mercado que são apuradas em poucos minutos, prateleiras com visibilidade garantida para os produtos devido ao controle total oferecido pelos apps, entre outras vantagens.

Empresas focadas em serviços e ações de Trade Marketing podem oferecer aplicativos e aparelhos específicos para o trabalho, com total controle do que é utilizado. São smartphones e tablets comuns, mas com acesso restrito a aplicativos e lojas, sendo limitados às ferramentas necessárias para o trabalho.

Se a empresa contrata apenas o aplicativo, também pode utilizar ferramentas como o MDM (Mobile Device Management), uma solução para proteger dados corporativos, mesmo aqueles gerados por apps instalados em dispositivos pessoais.

As redes VPN também são uma solução em ambientes controlados. A sigla, que em português significa Rede Virtual Particular, cria um ambiente corporativo totalmente monitorado, para controle do que os usuários (funcionários) utilizam e fazem, mesmo em smartphones e tablets.

Não dá para deixar os aplicativos de lado

Mesmo que a posição do responsável pelo TI da empresa possa ser desencorajadora, o uso de aplicativos mobile específicos para ações de trade marketing é uma forma de modernizar o trabalho e torná-lo mais assertivo.

Esses apps também possibilitam centralizar o trabalho do trade, oferecendo maior controle sobre a entrada e saída dos produtos nas gôndolas, construção de planogramas e até acompanhar o faturamento do produto em cada PDV.

Deixar de usar aplicativos focados no trabalho de trade por questões de segurança é o mesmo que optar por um ônibus para de São Paulo a Recife, só por ter medo de avião.

E você, tem dúvidas sobre a segurança e a forma de uso de smartphones por suas promotores de venda? Deixe seu comentário que será um prazer continuar esse debate!